Grupo Jovem – Santo Afonso

"Ninguém te despreze por seres jovem."


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Eis aí tua mãe

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Jesus fez tudo através de Nossa Senhora. Ele veio ao mundo por ela; ela lhe deu a natureza humana que fez do Verbo encarnado o sumo Sacerdote. Ela foi o paraíso do novo Adão, como disse S. Luiz de Montfort; ela o embalou em seus braços; ensinou-o a andar, falar, rezar e o preparou para a grande missão de Salvador da humanidade.

Por Maria Ele foi levado ao Egito, para fugir da fúria diabólica de Herodes, e ali o protegeu.

Por Maria Jesus começou os seus milagres, nas bodas de Canã da Galileia; a seu pedido, “quando ainda não havia chegado a sua hora.”

Maria o acompanhou em sua missão redentora e chegou até o Calvário com Ele.

Ninguém cooperou mais do que Maria com o Senhor na obra da salvação da humanidade. Por isso ela mereceu a glória da Assunção ao céu de corpo e alma. No céu ela continua a sua missão de Mãe dos viventes.

Jesus quis nos dá-la aos pés da cruz, para ser a nossa Mãe espiritual. Na cruz, agonizando, com lábios de sangue, antes de “entregar o espírito ao Pai”, Ele nos fez filhos de Sua Mãe. Olhou para o discípulo (João) que tanto amava e disse: “Eis aí a tua Mãe.” E o apóstolo João a “levou para a sua casa.” (Jo 19,27)

Maria foi a última dádiva que Jesus nos deixou.

Rejeitá-la como Mãe seria, pois, terrível, seria o mesmo que dizer a Jesus: “Eu não quero receber a Tua Mãe para minha Mãe.” Sem dúvida esta recusa seria para Jesus pior do que aquela última estocada da ponta da lança no Seu divino coração; pior do que aquelas afrontas, daqueles tapas no rosto, pior do que os açoites e espinhos que Ele recebeu…

Seria uma insana ousadia recusar a Sua Mãe, para nossa Mãe. “Eis aí a tua Mãe.”

Por amor a Jesus, leve-a você também para a tua casa e Ela conquistará todas as graças que você precisa para viver como Deus quer.

Se Jesus deixou-nos a Sua Mãe para nossa Mãe, é porque isto é necessário para a salvação de cada um de nós. Este gesto não foi apenas um carinho a mais para conosco; foi uma grande necessidade.

Grandes santos e doutores da Igreja, como S. Bernardo, Santo Afonso de Ligório, e outros, afirmam que: “Maria é necessária para a nossa salvação.”

S. Luiz de Montfort nos pergunta: Se Deus, que é onipotente, e portanto não precisava dela para salvar o mundo, e no entanto, quis precisar dela, será que você é tão orgulhoso que acha que pode se salvar sem o seu auxílio?

Só Jesus é o Salvador (At 4,12). Sabemos que só Jesus é “o único Mediador entre Deus e os homens” (1Tm 2,5), e nenhuma mediação é válida sem a de Jesus; mas Deus quis que Maria fosse uma mediadora “subordinada”. Ela é a grande Auxiliadora dos Cristãos; Aquela que nos leva à fonte da salvação, Jesus.

Ela é a mediadora de todas as graças, através de Jesus, não em paralelo, não de maneira substitutiva. A mediação de Maria, ensina o Concílio Vaticano II, valoriza ainda mais a mediação de Jesus.

Se Jesus quer precisar de nós para salvar o mundo, quanto mais Ele não quer precisar de Maria!

Se foi por Ela que Jesus veio a nós, então, dizem os santos, é também por Ela que devemos ir a Jesus.

A Igreja já cansou de ensinar que, em nada, a mediação de Maria substitui a única e indispensável Mediação de Jesus; é apenas uma mediação subordinada, auxiliar, materna.

Depois que o demônio consegue fazer alguém escravo do pecado, em seguida trabalha arduamente para afastá-lo de Maria, pois sabe que Ela é o Refúgio dos pecadores; isto é, aquela que poderá convencê-lo a deixar o pecado e voltar à fonte da graça.

Infelizmente, muitos trazem no coração uma certa rejeição a Maria, como se ela fosse uma “rival” de Jesus. É tentação! É uma forte tentação! Jesus continua a nos dizer hoje: “Eis aí a tua Mãe!” Leve-a para casa!

Jesus foi gerado em Maria. E se Ela, dizem os doutores santos, gerou a Cabeça da Igreja, haverá de gerar também os Seus membros.

A Igreja é o Corpo de Cristo; Ele é a Cabeça, e nós os membros. Ela gerou a Cabeça, e deve gerar também os membros. E aí está a grande missão de Maria na vida de cada um de nós: ser nossa Mãe espiritual.

Todo aquele que ama Jesus, deve amar e honrar a Maria. Qual o Filho que gostaria de ver a sua Mãe desprezada?

Assim como a sua mãe terrena o gerou e educou segundo a natureza, Jesus quis que a Sua Mãe gere e eduque você segundo a graça. A missão da mãe é gerar e educar.

A maior glória que se pode dar a Deus Pai, dizem os santos, é que Jesus seja formado em nós. Deus “nos predestinou para sermos conformes a imagem de seu Filho.” (Rom 8,29)

E quem faz essa obra em nós é o Espírito Santo e Maria, afirma S. Luiz de Montfort.

Santo Agostinho chamou Maria de a “forma Dei”; isto é, a fôrma de Deus, o molde que Deus usa para fazer santos em série, como se faz imagens em série.

Sem Maria, diz S. Luiz de Montfort, é árduo, difícil, perigoso e demorado o caminho até a santidade; mas com Maria esse caminho se torna suave, seguro, rápido, e não desistiremos dele.

Enfim, Maria é o grande Auxílio que Jesus nos deixou para vencermos toda fraqueza e miséria que enfrentamos na luta contra nós mesmos, contra o mundo e contra o demônio.

Seremos tão insensatos e orgulhosos, a ponto de dizer: “Jesus, eu não preciso de Tua Mãe”? Não sejamos insensatos!

Você não pode dar essa alegria ao demônio.

Nas bodas de Caná, Ela fez com que Jesus “antecipasse a Sua hora” (Jo 2,1-11). E Jesus, “porque Ela pediu”, transformou 600 litros de água em vinho especial.

Entre muitas outras coisas, o milagre das bodas mostra que Jesus “nada” nega a Sua Mãe, tal é a gratidão que Ele tem a Ela, pelo seu “Sim” integral, que fez dela a Sua Mãe.

Essa é a razão pela qual Jesus não nega nada a Maria; porque quer honrá-la de todas as maneiras possíveis, e ser-lhe grato, ensinam grandes santos.

Por isso, tornou-se célebre na Igreja a sentença: “Pede à Mãe, que o Filho atende.”

Se não somos dignos de conquistar de Deus a graça que necessitamos, no entanto, lembremo-nos de que existe Alguém que “achou graça diante de Deus” e que foi saudada pelo próprio Deus com a expressão: “cheia de graça.” (Lc 1,28)

Maria é a “Medianeira de todas as graças”, ensinam os santos doutores (S. Agostinho, S. Bernardo, S. Boaventua, S. Afonso, etc). Nenhuma graça chega até nós sem passar por Maria.Por quê? Será que Deus é limitado? Não!

Não é uma limitação imposta ao Senhor, mas sim o Seu próprio desejo, dizem os santos, porque Deus quer honrá-la sobremaneira.

A razão é lógica. Qual foi a maior “Graça” que a terra recebeu do céu? Jesus, o Salvador dos homens. E por que “meio”, através de que “canal”, Deus Pai no-lo deu? Por Maria.

Então, os Santos concluem facilmente: Se a “maior” Graça (Jesus) veio “por Maria”, será que as outras, que são menores, viriam sem ser por meio dela? Não, é a resposta dos santos.

S. Bernardo a chama de “Aqueduto de Deus.” S. Luiz de Montfort resume tudo dizendo que “Deus reuniu todas as águas e deu o nome de mar, reuniu todas as graças e deu o Nome de Maria.”

Maria é o oceano das graças de Deus.

Aquele que ama a Jesus não pode deixar de amar Maria e de se consagrar a ela todos os dias, porque ela é a Consoladora dos aflitos, o Auxílio dos cristãos, a Medianeira de todas as graças, a Advogada nossa.

Os primeiros cristãos, já no século II rezavam aquela oração de consagração a Nossa Senhora dizendo:

Debaixo de Vossa proteção nos refugiamos ó Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita. Amém.

Faça tudo por Jesus, mas nada sem Maria; é o sucesso de todo aquele que segue a Jesus. São Bernardo dizia que nenhum dos filhos de Maria se perderá; e que nenhum servo dela recua diante das perseguições do mundo e do demônio.

Por Ti Jesus, amarei a Tua Mãe e minha Mãe de todo o meu coração.

Prof. Felipe Aquino

http://cleofas.com.br/tudo-por-jesus-nada-sem-maria/

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TRÍDUO PASCAL

A Semana Santa é o ápice da vida cristã. É o tempo da conversão, da graça, por excelência. E, para vivê-la melhor, o Grupo Jovem propõe alguns textos para reflexão, retirados da Liturgia da Páscoa. É o Tríduo Pascal meditado e explicado para ser vivido intensa e profundamente.

O Tríduo Pascal se inicia na Quinta-feira Santa, com a missa da Ceia do Senhor e de Lava-pés, e nesse dia, a Igreja canta o “Ubi Caritas” e se alegra, pois, ‘onde está a caridade’, o amor, Deus aí está. É nesta missa que se faz mais importante o ato de procissão das ofertas, pois ali, quando Cristo se oferece em eucaristia os fies também deve, se oferecer juntos; no ofertório Cristo se oferece e assim nos oferecemos juntos com ele. O Hino “Ubi Caritas” que se inicia com a frase: “O Amor de Cristo nos congregou num só corpo.” nos traz a reflexão de que Deus nos oferta seu filho amado, Jesus Cristo, para morrer na cruz em prova de seu amor por nós e é este Amor que nos une. Já na próxima estrofe: “Ao Deus vivo nós temamos mas amemos” nos traz a ideia de que o temor de Deus é o princípio da sabedoria; temos que temer perder este amor tão puro e grande de Deus, o que nos conduzirá a chegar um dia a amarmos a Deus plenamente. E o Hino continua: “E sinceros uns aos outros nos queiramos” nos trás o desejo de que Deus quer que após aprendermos a o amarmos plenamente devemos amar também a nossos irmãos com o coração sincero. Assim, devemos dar menos valor a pequenas rixas e divergências de opiniões que nos distanciam de nossos irmãos e coloquemos Cristo no centro de nossas relações. Na próxima estrofe “Junto um dia com os eleitos nós vejamos vossa face gloriosa que adoramos, alegria que é imensa e enche os céus, ver por toda a eternidade Cristo Luz” o hino abre nossos olhos ao fato de que é no Céu então que seremos alegres e felizes plena e eternamente.

O segundo dia do Tríduo Pascal é a Sexta-feira da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, dia em que não se celebra a missa e tem-se a adoração da Santa Cruz, durante a qual a tradição é de se cantar os “Improperiuns”, ou seja as repreensões que Jesus nos faz por nossa falta de amor. Os “Improperium” começam com a antífona: “Que te fiz meu povo eleito, dizem que te contristei! Que mais podia ter te feito? Em que foi que eu te faltei?” É uma reclamação de Cristo dizendo “eu dei amor e recebi de volta o desamor”, esse é o mistério que celebramos na Sexta – Feira Santa um amor imenso, ele cuidou de nós. Estrofe seguinte do “Improperium”: “Eu te plantei, minha vinha eleita e preciosíssima e tu plantastes a lança em mim, me deste de beber o vinagre” – Esse é o dia da nossa ingratidão, por isso não celebramos a eucaristia. Então respondemos com a nossa profissão de fé, o “Trisaguium”, que teria sido dito por Nicodemus1 enquanto sepultava Jesus: “Deus Santo, Deus forte, Deus imortal, tende piedade de nós!” Assim, é momento em que olhamos para o Cristo morto que professamos que ele é o 3 vezes santo, aquele que Isaías viu sentado no trono. O Cristo morto é o santo Deus, ali a humanidade está morta mas o santo está presente, e é na fraqueza que se manifesta a força de Deus e temos certeza de sua imortalidade. Ao beijarmos o Cristo morto ali na cruz queremos dizer, junto com Nicodemos, que queremos professar a nossa fé. – Esse “Trisaguium” é a nossa resposta aos “Improperiuns” que está se solidarizando ao povo judeu, nós somos o povo que rejeitou a Cristo e estamos pedindo perdão por isto: “Deus, tu é forte, tu és imortal, nós somos fracos e mortais mas professamos Tua grandeza, tende piedade de nós.” Saibamos enxergar a misericórdia de Deus que tem paciência com nossos defeitos e nessa sexta-feira santa aproveitamos para fazer como o povo eleito, uma releitura de nossa história, uma reflexão a respeito de nossos pecados, tanto Jesus já nos amou, nos abençoou e como estamos retribuindo este amor hoje.

Finalmente, no Sábado Santo a terra toda que estava em silêncio e solidão, exulta de alegria e adora Aquele que venceu a morte. Está vivo. Ressuscito! O texto litúrgico extraordinário deste dia é o “Exsultet” ou o “Pregão Pascal” – o anúncio da Páscoa. É um sacrifício de louvor a Deus, oferecido diante do Sírio Pascal, uma vela que sacramentalmente simboliza o sacrifício de Cristo e é por isso que no Sírio Pascal são colocados 5 grãos de incenso que sobe à Deus, a chama que consome a cera mostra a ideia de sacrifícios vivificantes, que produz a vida. Por isso o celebrante antes de começar a rezar o “Exsultet” faz um convite geral à oração, pois ele não está louvando sozinho! Primeiro ele faz um chamado aos anjos, dizendo: “Exultem de alegria, multidão dos anjos, assembleias celestes, exultem com hinos de glória para anunciar o triunfo de um tão grande rei.” Chama depois os cosmos, a Criação inteira: “Rejubile também a Terra inundada por tão grande claridade porque a luz do Cristo, o rei eterno dissipa as trevas de todo o mundo!” Chama por fim, a igreja de todos os tempos e de todos os lugares: “Alegre-se a igreja, nossa mãe adornada com os fulgores de tão grande luz e ressoe nesse tempo a aclamação do povo de Deus e vós irmão aqui reunidos para celebrar o esplendor admirável desta luz, evocai comigo a misericórdia de Deus onipotente…” E inicia-se então o Canto do “Exsultet”. O Canto recorda primeiramente a Páscoa do Antigo testamento na qual a coluna de fogo que guiava o povo do Egito aqui lembrada pelo Sírio Pascal e depois a verdadeira Páscoa, a Páscoa de Cristo na qual fomos redimidos. Trata-se então de uma recordação das glórias de Deus, nossa ação de graça, nosso louvor, está em recordar o passado. Assim o Exsultet não é só um anúncio da Páscoa, mas ao narrar o passado ele se torna presente, porque ESTAMOS celebrando a ressurreição de Cristo que se dará não só em forma de recordação, mas em forma real através da celebração da Ressurreição de Cristo presente na Eucaristia.

 

 

 

1 Nicodemos foi aquele que junto a José de Arimateias enterra o corpo de Cristo.

 


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Quaresma: Tempo litúrgico de conversão

Quaresma

A Quaresma começa na Quarta-feira de cinzas e tem duração de 40 dias.

Sua duração está baseada no símbolo do número 40 na bíblia: os 40 dias de dilúvio, os 40 anos de peregrinação dos judeus pelo deserto, os 40 dias que Moisés passou na montanha, os 40 dias que Jesus passou jejuando no deserto.

Cristo nos convida a mudar de vida!! E a igreja, neste tempo, propõe a seus fiéis a purificação do nosso coração. Ela nos convida a viver atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, acabamos nos afastando do Pai.

A cor litúrgica desse tempo é o roxo, que significa luto e penitência! Penitência, que na bíblia significa conversão do pecador. Então, a quaresma é também, tempo para nós arrependermos de nossos pecados e de mudarmos algo de nós para sermos melhores e podermos viver mais próximos de Cristo. Devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja e tudo aquilo que se opõem ao nosso amor a Deus e ao próximo. No tempo quaresmal, caminhamos para a Ressurreição de Cristo e da nossa também. Nós aprendemos a apreciar a Cruz de Jesus e a tomarmos nossa cruz com alegria para alcançarmos a ressurreição.

A Quaresma é para ajustar a vida” (Papa Francisco) E nós, como verdadeiros cristãos, temos três formas para começarmos a ajustar as nossas vidas: com o Jejum, com a oração e com a esmola. Que expressam a conversão com relação a si próprio, a Deus e ao próximo.

E você, como está seu relacionamento com Jesus ?Você está sendo Jesus para seu próximo?


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Alegra-te, a alegria de Deus nos Uniu!

– Os homens do teu planeta – disse o principezinho – cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim… e não encontram o que procuram…
– E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho de água…
– Mas os olhos são cegos.
– Sim, só se vê bem com o coração – disse a raposa” (O pequeno príncipe- Cap. XXV)

São tantas as alegrias que o mundo nos oferece, são tantas, que vivemos num mundo dominado pela ansiedade, pela angústia, estamos sempre à procura de novas conquistas de novos prazeres, e nunca estamos saciados. Juntamos dinheiro por meses para comprar algo de extrema importância para nós e no segundo que compramos já estamos pensando em o que mais nos falta. Deixamos de viver o nosso dia –a – dia ansiosos por estar em outro lugar, e quando ali chegamos estamos com saudade de mais de casa para aproveitar.

Sim, isso acontece todos os dias com todos aqueles que se prendem apenas às alegrias do mundo, pois estas são efêmeras e não sustentam uma felicidade eterna. Em seu evangelho, Jesus nos diz “onde está teu coração está teu tesouro”. E assim são as alegrias divinas, Deus o enviou ao mundo para nos enchermos de esperança, de alegria e de paz, a salvação se aproxima, a vida eterna nos espera!

“Feliz aquele que se compraz no serviço ao Senhor e medita sua lei dia e noite
Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes:
Dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais.
Tudo o que empreende prospera.” (Salmos 1, 1-6)

Feliz aquele que enxerga nas pequenas coisas o amor tão grande de Deus por nós, que sente a presença de Deus nos seus irmãos e que se alegra mais com suas boas palavras do que se irrita com seus lapsos, que consegue olhar para lua cheia e observar a presença de Deus, e escuta no canto dos pássaros o sussurro divino em seus ouvidos, e escuta Deus lhe dizendo: “Alegra-te, o meu amor vos uniu.”

Eclo 30, 22-27, nos ensina a cultivar esta alegria:                                                                                                                                                                     “Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos.                                                 A alegria do coração é a vida do homem, e um inesgotável tesouro de santidade.                                                         A alegria do homem torna mais longa a sua vida.                                                                                                                   Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e sê firme;                                                                                 Concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de ti,                                                                           Pois a tristeza matou muitos, e não há nela utilidade alguma.                                                                                           A inveja e ira abreviam os dias,                                                                                                                                                   e a inquietação acarreta a velhice antes do tempo.”

É com a intenção de cultivarmos cada vez mais esse amor e essa alegria que Deus nos dá uma família, formada por todos aqueles que nos cercam com tanto amor e esperança que não deixam nossa fé na vida e nem em Deus balançar. Para nós, hoje, o Grupo Jovem é essa família que nos sustenta porque nos vemos cercados por Ele em cada sorriso amigo!

Aos que estão apenas distantes, estamos com saudades!!! Aos que não nos conhecem, venham também fazer parte dessa família unida pelo amor e pela alegria de Cristo!!!!


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João Batista, o maior dos profetas.

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“Mas o anjo disse-lhe: “Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João.” (Lc 1, 13)
Desta forma, o anjo Gabriel anunciou o nascimento de João Batista. O filho de Zacarias com Isabel, uma mulher de idade já avançada, foi o o último profeta a anunciar o Messias. Em vida, pregou o batismo para a remissão dos pecados e a conversão dos povos – “Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus” (Mateus 3, 2).
O profeta que preparou o povo para a chegada de Jesus Cristo, seu primo, encontrou-se com Jesus quando Ele o procurou para ser batizado. Foi morto pelo Rei Herodes a pedido de Herodíades, a quem João denunciou. A Festa de São João é a única celebração da natividade de um santo. Sua oração:

“Glorioso São João Batista, que fostes santificado no seio materno, ao ouvir vossa mãe a saudação de Maria Santíssima, e canonizado ainda em vida pelo mesmo Jesus Cristo que declarou solenemente não haver entre os nascidos de mulheres nenhum maior que vós; por intercessão da Virgem e pelos infinitos merecimentos de seu divino Filho, de quem fostes precursor, anunciando-o como Mestre e apontando-o como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, alcançai-nos a graça de darmos também nós testemunho da verdade e selá-lo até, se preciso for, com o próprio sangue, como o fizestes vós, degolado iniquamente por ordem de um rei cruel e sensual, cujos desmandos e caprichos havíeis justamente denunciado.
Abençoai todos os que vos invocam e fazei que aqui floresçam todas as virtudes que praticastes em vida, para que, verdadeiramente animados do vosso espírito, no estado em que Deus nos colocou, possamos um dia gozar convosco da bem-aventurança eterna. Amém.”


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Jeremias, o Profeta das Lamentações

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Jeremias nasceu aproximadamente em 647 a.C., em Anatot, lugarejo cerca de 7 km a nordeste de Jerusalém. Recebeu o chamado de Deus para profetizar quando era ainda muito novo, e de início teve medo, pois acreditava ser ainda imaturo. Começou sua atividade profética em 627 a.C. durante o reinado de Josias. Embora não tenham sido conservados ditos do profeta entre 622 – 609 a.C. – provavelmente por causa do aguardo dos frutos da reforma religiosa que o rei Josias implantou na tentativa de fazer com que o povo se voltasse integralmente ao Senhor e aos seus Mandamentos –, Jeremias voltou à atividade anos mais tarde, ao criticar as injustiças e opressões praticadas pelo novo rei Joaquim (609 – 598 a.C.). Advertiu também o rei Sedecias (598 – 587 a.C.) a ouvir suas profecias e a seguir as vontades de Deus. Sofreu perseguições, foi preso e chamado de traidor por aconselhar o rei a se submeter a Nabucodonosor, rei da Babilônia (604 – 562 a.C.). Como Sedecias não deu atenção aos seus conselhos inspirados por Deus, Jerusalém foi destruída (o que causou grande desgosto e tristeza ao profeta, também chamado de “profeta das lamentações”) e praticamente todos os habitantes de Judá foram exilados para a Babilônia (586 – 538 a.C.), pois era da vontade de Deus que seu povo (que em sua maior parte não ouvia as mensagens de Jeremias) fosse castigado e purificado de seus pecados. O profeta era homem de grande sensibilidade, serviu fielmente a Deus, não se casou e transmitiu ainda mensagens de esperança para os exilados.


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Isaías, o Príncipe dos Profetas

isaiasO ministério do profeta Isaías começou por volta de 740 a.C., após a morte do rei Uzias, e prolongou-se durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias, no reino de Judá. O palco de suas ações aconteceu em Jerusalém. O profeta viveu num tempo extremamente conturbado, numa região onde as duas grandes potências da época, o Egito e a Assíria, disputavam o poder, e teve como contemporâneos os profetas Miquéias, Oséias e Odede. Isaías se destacou por ser uma profeta que muito profetizou sobre Jesus. Suas profecias traziam mensagens de punição e juízo para os pecados de Israel, Judá e das nações vizinhas, tratando de alguns eventos ocorridos durante o reinado de Ezequias. Também passava mensagens de perdão, conforto e esperança. O profeta era filho de Amoz e nasceu em Jerusalém entre os anos 765 a.C.e 760 a.C.. Tinha uma mulher, a qual se referia como “a profetiza”, e dois filhos. Morreu próximo do ano de 681 a.C., e segundo teorias teria sido martirizado durante o reinado de Manassés, filho de Ezequias.

Isaías é muitas vezes referido como o “príncipe dos profetas” ou o “profeta messiânico”, por causa das muitas profecias dele que se cumprem especificamente em Jesus. A seguir algumas profecias dele que se cumpriram:

C 7:14 S “A virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe chamará Emanuel” (Cumprimento: Mateus 1:18-23).
C 8:14 S “Ele . . . será pedra de tropeço e rocha de ofensa” (Cumprimento: Romanos 9:31-33).
C 28:16 S “Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada” (Cumprimento: 1 Pedro 2:6-8; 1 Coríntios 3:11).
C 22:22 S “Porei sobre o seu ombro a chave da casa de Davi” (Cumprimento: Apocalipse 3:7; Lucas 1:31-33).
C 35:5,6 S “Se abrirão os olhos dos cegos” (Cumprimento: Mateus 11:5).
C 53:5,6 S “Pelas suas pisaduras fomos sarados” (Cumprimento: 1 Pedro 2:24-25). C 53:9 S “Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte” (Cumprimento: Mateus 27:57-60).
C 53:12 S “Foi contado com os transgressores” (Cumprimento: Marcos 15:27-28).
C 25:8 S “Tragará a morte para sempre” (Cumprimento: Lucas 24; 1 Coríntios 15:54).